“Terapia? Coisa de maluco! Eu só preciso de um tempo, de respirar, de férias…”

“É, pode até não ser coisa de maluco, mas não tenho tempo para isso e estou bem.”

“Acho que uma terapia não seria má ideia, afinal…”

“Certo, preciso de um acompanhamento profissional, sozinho(a) não estou conseguindo.”

O processo psicoterapêutico não se inicia no atendimento clínico, mas no ato de reconhecer-se demandado dele. Conscientizar-se e, principalmente, assumir a necessidade deste tipo de amparo são, muitas vezes, as etapas mais difíceis do processo psicoterapêutico. Entrar em contato com nossas vulnerabilidades, conhecê-las e reconhecê-las, requer coragem. Permitir-se “tocar nas feridas” e deixar que doa não é sinal de fraqueza, mas de força, somente assim elas poderão ser devidamente tratadas.

Tão imprescindível quanto se conscientizar das próprias limitações, é ter uma perspectiva generosa acerca de si próprio e do momento presente. Sentir que precisa de cuidados e efetivamente permitir se acolher são atos de amor-próprio e o caminho mais que legítimo para o indivíduo se enxergar e perceber, posteriormente, o seu potencial, que começou a surgir no instante em que se abrira a essa viagem para dentro de si que é a psicoterapia.

 Uma vez tendo se apropriado um pouco mais de si próprio nesse processo, de reconhecer-se necessitado de auxílio psicológico, o momento seguinte é de recorrer ao autoconhecimento, já fortalecido nessas etapas que se passaram, a fim de dar os próximos passos em direção a um tratamento efetivo. O autoconhecimento é uma das principais ferramentas que o ser humano possui para o auxiliar em suas escolhas e direcionamentos mais significativos ao longo da vida. De acordo com a Psicóloga Rosangela Tavares, em seu texto intitulado “O inconsciente e a importância do autoconhecimento”, publicado na plataforma digital “Psicologias do Brasil”, o autoconhecimento oferece ao sujeito recursos e instrumentos que possibilitam o acesso aos seus conteúdos mais íntimos: emoções mais complexas, medos, conflitos e angústias. Dessa forma, a compreensão e o acolhimento acerca da existência das próprias limitações possibilitam uma melhor escolha da área e do profissional que dará prosseguimento junto ao indivíduo em sua jornada de enfrentamento e encontro consigo próprio. 

Neste momento, algumas perguntas elementares, promotoras de autoconhecimento, devem ser feitas: 

“Qual é o motivo da minha inquietude?”

“O que me fez perceber que preciso de auxílio psicoterapêutico?”

“Quais indivíduos, fatores ou elementos externos podem ter relação com estas emoções?”

“Quais foram os acontecimentos mais importantes na minha vida?”

Após refletir sobre os questionamentos propostos, é o momento de pesquisar, tomar conhecimento de elementos que consolidarão a escolha de um profissional mais adequado às suas demandas, tais como: os tipos de psicoterapias/abordagens disponíveis no mercado e como cada uma atua no processo clínico, a disponibilidade de tempo e financeira, informações, resenhas e indicações, dentre outras de cunho mais específico.

É muito importante dar a este período tão potencial, que tem início no entendimento da necessidade de um auxílio psicoterapêutico, uma conotação nesta mesma perspectiva. As etapas em questão (nesta ordem: conscientizar-se, acolher-se, exercitar o autoconhecimento e pesquisar) são, portanto, um auxílio psicoterapêutico eficiente em um contexto ainda não-transferencial e não-clínico, sendo também essenciais para o sucesso do tratamento efetivamente falando, por um(a) profissional.

Os processos subjetivos tornam o sujeito um indivíduo que, como tal, em toda a sua complexidade, deve conceber uma perspectiva mais atenta e íntima sobre si no que tange a escolha de quem irá adentrar este infinito (tão) particular. A Clínica da Ponte possui em sua essência e, consequentemente, na atuação de seus profissionais a transformação do sujeito em indivíduo e deste em sua melhor versão, sempre com muita competência, sensibilidade, afeto e acolhimento.

Clara Werneck

Psicóloga - CRP: 05/48863

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