Em diversos momentos, percebemos que nossas necessidades se diferem das do outro. Isso pode parecer algo óbvio, já que todos somos únicos em nossas complexidades, ainda que compartilhemos similaridades. Temos o costume de buscar e lutar pelo que queremos e precisamos como indivíduos, mas muitas vezes ignoramos o que o outro quer e precisa e que, diga-se de passagem, pode ser uma necessidade mais importante e/ou urgente.

É curioso e difícil perceber e entender que as demandas alheias podem ser mais importantes que as nossas, não é mesmo? Afinal, quem além de nós mesmos acompanha de perto nossas batalhas diárias, certo?

Mas é nessa mesma questão que a importância da demanda dos outros aparece. Ninguém vê o quanto o outro precisa se esforçar para conseguir o básico e suas demais vontades. E, além de ninguém ver, muita gente pode não se importar em saber ou entender como esses esforços se dão, e podem até mesmo romantizar situações que ninguém deveria ter que passar para ter uma vida estável e com suas necessidades básicas sendo satisfeitas.

Para podermos enxergar o outro como um indivíduo tal como nós mesmos é preciso exercitarmos a EMPATIA. Esse conceito tem como característica a capacidade de se colocar no lugar do outro. Sentir aquilo que o outro sente, entender o que o outro sente e o porquê de estar sentindo, além de manifestar uma resposta a esse sentimento vivenciado pelo outro.

Não é uma tarefa fácil, especialmente depois de estarmos vivendo momentos de muitos conflitos e desastres, que, cada vez mais, vão nos tornando resilientes e também ‘calejados”, onde a exposição à negatividade e acontecimentos ruins acabam não nos afetando e não nos movendo para uma determinada ação.

Assim, o apelo deste texto se dá no incentivo de que as pessoas despertem o interesse em pela luta alheia. Não se deixem abater ou tampouco se tornem frígidos aos acontecimentos ao nosso redor que demandam uma resposta ativa, uma ação nossa mediante ao que acontece.

Que cada vez mais pessoas dediquem parte do seu tempo para conhecer e legitimar os esforços daqueles que precisam se esforçar mais do que nós, apenas para serem vistos com o mesmo valor social e sobreviverem num cotidiano que pode se mostrar bastante hostil.

Escolha a causa com que se identifique e lute por ela, mas lembre-se: duas causas não necessariamente se anulam. Apoie e dê suporte para que outras pessoas também, para que elas possam ser ouvidas.

Expresse empatia.

Pedro Diniz Bernardo

Psicólogo - CRP: 05/48864

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