De acordo com Winnicott (1975), ‘mãe’ suficientemente boa (não necessariamente é a própria mãe do bebê) mas aquela que efetua uma adaptação ativa às necessidades do bebê, uma adaptação que diminui gradativamente, segundo a crescente capacidade deste em aquilatar o fracasso da adaptação e em tolerar os resultados da frustração. Naturalmente a própria mãe do bebê tem mais probabilidade de ser suficientemente boa do que alguma outra pessoa, já que essa adaptação ativa exige uma preocupação fácil e sem ressentimentos com determinado bebê. Na verdade, o êxito no cuidado infantil depende da devoção, e não de “jeito” ou esclarecimento intelectual.

Como nos damos conta do que é materno quando temos que ser suficientemente boa para alguém. Nos dias atuais, de amores líquidos, aonde o tempo é escasso e as necessidades de uma criança, de uma vida que só amentam… a mãe suficientemente boa é rara.

A mulher luta há muitos anos por uma sociedade igualitária, onde homens e mulheres tenham os mesmos diretos e deveres, e que os homens também tenham os mesmos diretos e deveres da mulher. Sociedade mudando… estamos sempre em transição, mudança de sociedade, cultura, visão, de conceitos e preconceito…

O que isso tem haver com os dias com os dias das mães? Ah, muita coisa! A mãe não precisa mais ser suficientemente boa sozinha possui o pai para dividir esta responsabilidade e possuir rede de apoio ( como fazem várias tribos indígenas, onde todos da aldeia “cuidam” um pouco das crianças). É preciso saber que pode pedir ajuda.

Não tenho dúvida que a melhor pessoa do mundo para criar seu filho, como diz Winnicott, é a mãe. É mágico, divino e é belo… E mais quanto nos permitimos ser “um pedaço, um pouco” da mãe suficientemente boa para os nossos sobrinhos, afilhados, enteados, entre tantos outros.

Neste mês que comemoramos o dia dias das mães, quero homenagear minha irmã, Nathalia, que será mãe pela primeira vez do meu sobrinho amado Joaquim. Seja bem vido, pois já é muito amado.

Somos a melhor mãe para os nossos filhos,
Somos a melhor mãe que podemos ser para os nossos filhos
Não somos mães perfeitas, somos SUFICIENTEMENTE BOA.

Thelma Domingues

Psicóloga e Psicopedagoga Clínica - CRP: 05/56218

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