Vivemos conectados às redes sociais, trocando informações, opiniões, comentários que se fazem num blog ou as fotos que se colocam numa rede social, aquilo que dizemos e que os outros dizem. A partir do momento que se coloca algo na internet, deixa literalmente de estar sobre o nosso controle. Esses conteúdos podem ser usados, salvos e compartilhados por qualquer pessoa com boas ou más intenções.

Para compreender como o Cyberbullying acontece, precisamos entender outro ato de violência, o Bullying, que é a prática de atos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa, que podem causar danos físicos e psicológicos. O assunto levanta diversas opiniões, relatos de pessoas que ainda desconsideram o bullying, pois, na sua experiência pessoal dizem que “eram apelidadas e apelidavam e ninguém morria”.

Antes da chegada da internet, apelidos poderiam ser dados na escola, mas dificilmente sairia de lá, você poderia ir para outros lugares, com pessoas diferente, e buscar refúgio, poderia estar na sua casa sem ninguém te incomodar, sair com os amigos do condomínio sem ninguém saber.

Assim, o Cyberbullying, é usar o espaço virtual para intimidar, difamar, insultar e atacar um colega de escola, professores ou mesmo desconhecidos. Uma vez que os jovens de hoje se encontram permanentemente ligados aos seus dispositivos digitais. A probabilidade de serem atacados, independentemente de onde estejam é ininterrupta. O agressor, por outro lado, tem a falsa impressão de que estar protegido por um anonimato atrás de uma tela. A possibilidade de uma vítima poder ser abusada anonimamente 24 horas por dia e de qualquer parte do mundo, sem ser capaz de prever de quem ou quando ocorrerão as ciber agressões, aumenta o sentimento de desesperança e de descontrole sobre sua vida. Estudos encontraram evidências de uma ligação significativa entre cyberbulling e a sintomatologia depressiva, estresse, baixa autoestima e insatisfação com a vida. Cyberbullying tem um impacto muito sério no ajuste psicossocial das vítimas, que também mostram altos níveis de solidão, raiva e culpa.

As vítimas do cyberbullying também tem sido associada ao sintoma de ideação suicida. Pesquisas apontam que 20% dos adolescentes vitimados por dispositivos eletrônicos consideram o suicídio como uma maneira de resolver seus problemas e escapar do sofrimento que estão enfrentando.

Recentemente foi criada uma lei para esse tipo de crime, a lei – Carolina Dieckmann 12.737/2012, sancionada após a atriz Carolina Dieckmann ter o seu computador particular invadido, com a exibição de fotos íntimas que foram divulgadas na internet. Essa lei dispõe sobre a tipificação criminal de delitos informáticos, Trata como crimes virtuais tanto a invasão de computadores alheios ou redes, alterando ou furtando dados e/ou apagando informações e arquivos, quanto à falsificação de cartões de débito e crédito.

Aos pais, professores e responsáveis cabem ficar atentos nas crianças e adolescentes, que em muitos casos, evitam denunciar as agressões, por temer ser responsabilizados e as possíveis punições (como a suspensão do acesso à internet, por exemplo) e também porque seus pais podem subestimar o problema. É importante que os pais estejam mais próximos dos seus filhos para aconselhar e alertar sobre os perigos que existem na Internet. Com mais dialogo e empatia, os jovens vão se sentir mais seguros e confiantes para conversar. A supervisão dos pais está fortemente associada a um decréscimo na exposição a conteúdo inapropriado do ciber espaço.

Nos casos de crianças e jovens que foram vítimas de Bullying e/ou Cybrbullying procurem ajuda profissional. É imprescindível o tratamento psicoterapêutico, para as vítimas elaborarem tamanha violência e seus traumas.

Dyesere Diandra Candiago Zanotti

Psicóloga - CRP: 05/59775

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